quinta-feira, 13 de novembro de 2014



PRA QUÊ?

Não quero flores sobre minha lápide
Pra quê?
Eu não estarei ali
Não quero lágrimas depois que eu partir
Pra quê?
Quero agora
Ser confortada
Amparada
Amada
...
Quero flores agora
Quero sorrisos agora
Não quero nada depois que eu for embora
...
Pensando bem
Talvez eu queira uma prece
Um pensamento
Mas sem sofrimento
...
Não quero que sofram por mim
Quero que me imaginem passeando num jardim
A sorrir
E que sempre pensem que eu continuarei a existir


sonia delsin


EXERCITANDO O AMOR

Já não sinto o ontem
Ele se foi
Já não sinto o peso da bagagem
Já não me incomoda a viagem
Aos poucos fui compreendendo
Aprendendo
Chegou a hora de ir?
Não sei
Não sabemos
Não sabemos pela frente o que temos
Mas o importante é termos compreensão
Que as coisas que importam são as do coração
Tudo passa
Sensação
Emoção
Comoção
Tudo
E um dia nos damos conta que o que importa é a passagem
O bem que fazemos
As obras que praticamos
O quanto amamos


sonia delsin


UMA PASSAGEM POR AQUI

piso leve
esta vida é breve
um sopro
uma leve brisa
que a praia alisa
piso leve
suavemente
voltarei novamente?


 sonia delsin


GOTAS

elas rolam
rolam
em direção
ao rio
elas rolam
rolam
já sonham com o mar
querem às outras se ajuntar
gotas a se multiplicar
uma grande nuvem a se formar
chuva que nos vem abençoar
gotas preciosas
translúcidas
gotas
...
um céu particular
um colar
valorosas gotas a rolar
a rolar...


sonia delsin



MANHÃS DE MINH’ALMA

Traço caminhos
Penso nos espinhos
E nas flores
Nas estradas floridas
Tão bonitas
Tão coloridas
Traço uma meta
Penso na fruta predileta
Penso na criatura dileta
Na mulher que sempre amei
Desde que a este mundo adentrei
Penso nos moinhos de ventos
Nos meus pensamentos
No meu tempo de devanear
No meu mais lindo sonhar
Manhãs de minh’alma quando saio a caminhar
Sou feito um colibri

Gosto de voar...

sonia delsin 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014



ODE A UM SONHO

Eu acordava
Abria os olhos
E o sonho continuava
Colorido
Deus!
Como era bonito!
Sonhava com umas mãos tão macias que quando me tocavam eu arrepiava até a alma
E quando ele me pedia calma!
Que calma?
Eu o queria fora de meus sonhos
Caminhando em minha realidade
Andando em minha cidade
Vinha dia, ia dia
Vinha noite, ia noite
E os sonhos têm este dom
O dom do encantamento
Não imaginava
Nem me passava pela cabeça que chegaria o sofrimento
E veio
Tudo por conta de um sonho tão louco
Tão improvável
Tão impalpável
E eu naquela esperança!
Eu feito criança!
A observar uma estrela cadente...
Acontece cada coisa na vida da gente!  


 sonia delsin




SEM LAMENTAÇÕES

Não lamento os dias idos
Eles foram, foram...

Como plumas aos ventos foram até os meus pensamentos
Foram, foram...

Não lamento as lágrimas derramadas
Foram tão necessárias, foram, foram...

Não lamento meus ais
E sabe o que mais?

A dança da minh’alma continua
E a música não parará jamais

sonia delsin