250 POEMAS DE SONIA DELSIN - 40 - OPALA
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
COISAS QUE NÃO SE PODE MUDAR
Não sabia viver sem teus olhos
Sem tuas mãos
Sem teu sorriso
Mas foi preciso
sonia delsin
SÃO TOMÉ
fecho os olhos e vejo o monte
o cruzeiro
vejo a pirâmide
o caminho do peregrino
vejo a igreja
o mirante
a gruta
a pracinha do Extrator
são Tomé das Letras,
lá nas Minas Gerais
és uma cidade encantada
sobre uma montanha de pedra fostes fundada
sonia delsin
LENTAMENTE
Caminho lentamente
Vou contente
No meu passo miúdo
Vou buscar o mais belo por de sol jamais visto
No viver insisto
sonia delsin
A LÁGRIMA DO PALHAÇO
Ele que nos fazia rir
Chorava
No travesseiro
Ele sentia solidão
Dor no coração
Ele se escondia atrás da maquiagem
A lágrima ficava guardadinha para mais tarde
Para a cama fria, vazia
sonia delsin
TUA PARTIDA
Tua morte
Tua morte me entristece
Entro em prece
Penso em dias luminosos
Em sorrisos tão gostosos
Ao pé da cama
Nós duas conversando
Na varanda
Nós duas olhando...
... admirando
a vida
Tia, tu vais e o mundo parece que encolhe um pouco
Aqui tudo é muito louco
E aí aonde tu chegas?
Como é aí?
sonia delsin
ÉS TÃO POBRE
Há quem diga:
Ele é um nobre
Eu penso
És tão pobre
Tão mesquinho
Tão áspero nas palavras
Tão egoísta
Tão racista
És tão pobre
Tens apenas e tão somente dinheiro
E o dinheiro nem tudo pode comprar
Qualquer hora vais desabar
sonia delsin
RESPLANDECENTE
jardim de luz
uma cruz
lá no alto
um sinal
de glória
de vitória
ainda que tenha existido tanta dor
quanto amor!
sonia delsin
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